O BURACO DA FECHADURA

rabiscos, escrevinhações, achismos e outras bobagens

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  • marcosthomazm

A MINHA RODA VIVA GIRA...


Há dias em que sinto abuso de mim mesmo!


O cidadão aqui acorda “sem saco” sequer de se olhar no espelho. Até a minha cara me transtorna. Sai pra lá!


Naquela pegada buarqueana: “tem dias que a gente se sente como quem partiu, ou morreu...”


E nem venha pagar de melhorzão, soberano, o ser iluminado imune às montanhas-russas da vida.


Ah se o travesseiro falasse! O maior confessionário da vida (fofo, cheiroso e silencioso- há controvérsias para alguma ou todas as qualificações anteriores).


Mas eu falava mesmo era de abuso...


Acho que o ser humano nasceu para em algum momento “encher o saco” de tudo. Não necessariamente ao mesmo tempo repelir todas as coisas que o circunda, “chutar o pau da barraca” e “jogar a zorra toda para o alto”. Não é a ruptura absoluta, embora também seja a alguns, muitos... sei lá, doidão!


O que quis dizer é que sempre haverá um momento em sua vida em que você irá “encher o copo”, transbordar... seja da escola, dos pais, do companheiro (a)- está pensando que isso aqui é propaganda de margarina?, do trabalho, dos amigos, do grupo do condomínio (argh), das contas a pagar, do clube do dominó, dos filhos (sim eles importunam demais, mas com a diferença de possuírem a mágica de serem antídoto para eles próprios e todas as outras chateações da vida).


Cansa o desbunde, a esbórnia, a total liberdade e cansa o padrão, rigor, o compromisso...


Agradar gente (ou a gente) é coisa de doido. Como admiti aqui nesta paróquia nem eu aguento comigo mesmo algumas vezes, quiçá aturar alegremente, plenamente satisfeito outrem toda hora para todo o sempre! E vice-versa. A teoria infame vale “lá e lô”, sem cheiro mole!


Esta semana, por exemplo, fiquei virado na porra com o Vitória! Ah, tudo bem isso já aconteceu outras vezes, muitas vezes. Caso é que, mais precisamente há 3 dias, decidi que não iria assistir ao próximo jogo. Uma espécie de vingança contra o clube, camuflada de autoflagelo. Resoluto, segurei a onda firme e passei o dia posterior todo sem procurar uma única notícia do ECV. No dia seguinte?? Fui ainda mais duro com o Vitória em uma clara demonstração de que não arredaria pé para o descaso a que venho sendo submetido. Ignorei em absoluto e não dei trela a notificação de mensagens de aplicativo sobre o time. Silenciamento padrão.


Aí acordei hoje e lembrei que tem jogo do Leão a noite. Um espetáculo nada atrativo contra o poderoso Operário. Para que mais?? Em plena sexta-feira, então?? “Ano passado eu morri, mas esse ano eu num morro”, me resgata Belchior.


Há dias de luta e dias de reconciliação!

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