O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

As “paraibadas” que colocam o Brasil no topo do mundo

Com todo respeito e admiração aos outros atletas (medalhados, ou não), mas vamos falar a verdade, né??


Os dois maiores momentos olímpicos brasileiros até agora lá na “Terra do Sol Nascente” foram Paraibadas daquelas!


Quem primeiro entoou os versos clássicos da poesia gingada do É o Tchan: “Arigatô ô ô ô ô, Saionará á á á á” foram dois nordestinos.


Primeiro a fadinha maranhense arrepiou sobre quatro rodinhas.


Aos 13 anos, Rayssa Leal, se tornou a brasileira mais jovem a subir a um pódio olímpico e ficou com a prata na primeira vez em que o skate esteve presente nos Jogos.


Fazendo história agora e cravando o nome nos autos das Olímpíadas.


Tudo isso saindo lá de Imperatriz, maior cidade do interior do Maranhão, mas remoto pedaço de terra quando se está do outro lado do Globo, conquistando o mundo.


Carismática, de um sorriso irradiante, infinitamente maior do que a sua mirrada compleição.


A menina contagiou a equipe brasileira, voluntários dos Jogos e até adversárias.


Um fenômeno de simpatia. Nem a lenda Tony Hawk, um dos maiores skatistas da história, escapou da magia da vara de condão da menina Raíssa. Logo foi batizado de “Tonyzinho”. Nada mais brasileiro, nada mais nordestino.


A maranhense ainda ensaiou passinhos de dança, à vontade, se divertindo em meio a competição. O “viajante” colega ao lado logo desperta do “relax” e pergunta; - “Ela dançou reggae?”. Não. A piada pronta é até boa. Maranhão e talz...


Já a primeira medalha de ouro brasileira nesta olimpíada de Tóquio veio do iluminado Ítalo Ferreira.


O homem já é privilegiado por ser quase paraibano. Quase mesmo, por um triz.


Sim, territorialidade a parte, digo ao lado, Ítalo é de Baía Formosa, paraíso litorâneo do Rio Grande do Norte, que fica a menos de meia hora da divisa com a Paraíba.


O potiguar sobrou na competição do início ao fim. As maiores notas, as manobras mais difíceis, movimentos mais plásticos.


Um brinde a sua obstinação, fé e simplicidade.


Longe dos holofotes, ofuscado por outras estrelas do surf nacional, o chamado Brazilian Storm (Tempestade Brasileira), ítalo encarna a paciência e humildade dos gigantes.


Sem entrar no mérito de qualquer comparação, menos ainda querer alimentar discórdia, mas é inevitável perceber, como bem define o amigo Tiago Rocha: “Mesmo com tudo isso, o cara da propaganda nos intervalos e mais badalado nas transmissões é o paulista do Guarujá, Gabriel Medina.”


Mesmo o nordestino Ítalo sendo o atual campeão mundial e único campeão olímpico na história do surf.


Vai ter “Paraibada”, sim sinhô!

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