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  • marcosthomazm

Bolsonaro incentiva primeiro emprego aos jovens com meio salário mínimo e retirada de direitos

Atualizado: Ago 13


"A mão que afaga é a mesma que apedreja"


Apesar de alguns quererem reviver fantasmas do passado, celebrar quinquilharias, exaltar artefatos sucateados, tentar evocar autoritarismo e poder através de uma frágil, insegura demonstração de força...


É preciso reafirmar que “o novo sempre vem”.


E em pleno mês da Juventude, o presente para os jovens brasileiros está sendo embrulhado... em papel de pão, com laço de arame farpado.


Um autêntico “presente de grego”.


A Câmara Federal aprovou a tal minirreforma trabalhista.


No pacote, incentivo ao primeiro emprego para jovens de 18 a 29 anos e estímulo a reinserção no mercado de trabalho de pessoas acima de 55 anos desempregados há mais de 12 meses.


Até aí tudo muito bom. Tudo muito legal. Recolocação de trabalhadores paralisados, geração de primeiro emprego... Pautas urgentes neste país de mais de 40 milhões de pessoas fora do mercado formal.


A questão é a que preço e na conta de quem estão sendo ofertadas estas vagas.


Como tudo que idealiza a pauta neoliberal as concessões sempre vem de baixo. A corda sempre quebra nos direitos dos trabalhadores.


A velha “caridade com chapéu alheio”.


“Tira do seu que te dou a esmola”.


Vinte e duas horas semanais de carga horária, R$ 550 de remuneração, FGTS parcial, décimo terceiro salário e férias sem garantias e por aí vai...


Uma empresa, por exemplo, com dez funcionários, pode contratar três pessoas nesta modalidade.


Para quem não quiser ler o óbvio, na prática, isso representa a implantação efetiva da tal flexibilização dos direitos trabalhistas.


Sob pretexto de geração de empregos se efetiva a precarização das relações de trabalho.


O precedente sendo escancarado para todo tipo de negociação unilateral de interesse patronal, livre de amarras e garantias legais, estabelecidas há décadas, e que são o único suporte, segurança nas relações patrão/empregado.


O mesmo governo que também desmonta estrutura de fiscalização do trabalho escravo, com redução de quase 90% da verba destinada ao setor.


Na prática, em todas as frentes o que o governo federal está fazendo é explorar a força laboral, a mão de obra para alimentar o sistema produtivo.


Assim agrada aos conglomerados, movimenta a máquina com custo de produção reduzidos aos empresários e, de lambuja, ainda produz índices econômicos positivos como geração de empregos, mesmo artificializados.


“La vem o Brasil descendo a ladeira”.


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