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  • marcosthomazm

BOLSONARO QUER JOGAR “A PÁ DE CAL” SOBRE MINISTRO “ZUMBI”


Afora as piadas em torno da fisionomia moribunda do ministro da Saúde, o “morto nas calças” como dizemos no Nordeste, “noivo cadáver” como sugeriu meu professor Bertrand Lira, ou até mesmo “cadáver insepulto”, do também morto-vivo Lobão, fato é que o homem parece estar com os dias contados e deve ter destino semelhante ao do anterior, Luiz Mandeta!

Ironias a parte nesse brasilsão que não cansa de rir das próprias desgraças, à época da posse do senhor Nelson Teich, em meio ao aceleramento da pandemia do coronavírus no Brasil, eu escrevi que deveríamos esperar mudança brusca de rumos da condução até ali no ministério da Saúde. Obviamente a tendência seria uma flexibilização e relaxamento das medidas preventivas. A expectativa era que o novo ministro se alinhasse ao posicionamento irresponsável, na prática de total desprezo, do presidente pela doença e pelos brasileiros. Afinal, qual sentido teria na troca se não fosse para atender a este declarado, desde sempre, anseio de Bolsonaro: liberar geral a economia, comércio e deixar o povo “ao Deus dará”??

Pois muito bem vou me render a uma inesperada realidade... Seja por ter visto com dados em mãos a gravidade da situação, ou uma motivação nobre inicial que menosprezamos, fato é que o ministro tem tentado, pelo menos, seguir com o isolamento social. E neste intento/postura está desenhada a sua ruína no governo federal!

Já foi exposto ao ridículo de, durante uma coletiva, ser informado por profissionais da imprensa sobre um decreto presidencial com impacto direto no combate a pandemia, em que deveria estar apresentando dados exclusivos sobre a questão (até eu fiquei confuso). Fato é que, em meio a gaguejos, sílabas aleatórias, meneios de cabeça e desconforto abissal, o "pé na cova", digo ministro, ficou sabendo desnorteado da inclusão de academia, salões de beleza e barbearias na lista de serviços essenciais... Sem opção, tentou sair pela tangente, mas não conseguiu disfarçar a resignação! Foi uma “cremação em vida”... em fogo alto!

Aquele episódio, seguido da ausência na coletiva do Ministério que comanda, no dia posterior, e ao mais recente ruído entre as partes (o uso da cloroquina- defendido a unhas e dentes pelo presidente e negado lucidamente pelo ministro com base na ciência médica) indicam que o futuro de Teich no governo federal parece ter os dias contados.

Como tudo que circunda Bolsonaro e seu clã, a menos que ceda aos caprichos, interesses familiares, de aliados próximos etc, independente de estudo, ou acima de questão nacional, Nelson Teich já está com a cova aberta pronta para seu sepultamento!!

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