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O BURACO DA FECHADURA

rabiscos, escrevinhações, achismos e outras bobagens

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  • Foto do escritormarcosthomazm

Confissões de um mirim sobre "crimes" passados


Como toda criança Benjamin é alucinado por doce.


De todo tipo e qualquer cor.


Aquela fissura pela droga mais pesada da humanidade.


A substância que causa abstinência na ausência e transforma o organismo quando ingerida.


Quem nunca viu aquele serzinho eletrizado após apenas alguns gramas de cana-sacarina.


Parece que tomou na veia.


Cada pinote e ninguém acha o botão de desligar.


Aos desavisados, faço até um serviço histórico, além das propriedades mágicas, açúcar em tempos remotos já foi ouro, mais que iguaria alimentar, símbolo de ostentação e poder em realezas e sociedades diversas.


E boa parte desta produção açucareira mundial vinda daqui do Brasil colônia.


Mais uma vez a gente salvando o mundo. Levando sabor e alegria a geral.


Mas, voltando a realidade açucarada da vida lá em casa...


Eu comentava com Ben, hoje com seis anos, sobre a sua “obsessão” por doces em geral.


Açaí, bala de gelatina, doce de leite, algodão doce, picolé, chocolate, pirulito...


Qualquer refeição é seguida da clássica pergunta:


“E a minha sobremesa agora? Vai ser o quê?”


É uma batalha conter o jovem.


A representação daquela máxima: “Não vá com tanta sede ao pote.”


Sólido, líquido, pequeno, grande, redondo, quadrado, nunca vi algum formato, forma ser descartado no rol de preferências do infante.


Mas, falava com meu garoto formiguinha quando ele, em tom de suspense, interrompe:


-Pai, eu vou revelar um segredo que nunca falei a vocês... Quando eu era pequeno (sic) e acordava antes que você e minha mãe eu ia no potinho (açucareiro) e metia uma colher na boca.


Espantado, mas sem conter o riso, indago:


-Rapaaaaaaaaz, quantos anos você tinha?


-Uns dois, três, era uma delícia, eu limpava a mesinha de vidro, mas colocava a colherinha na pia e pensava: “será que meus pais vão perceber que esta colher não estava ali antes?”.


Eu já não sei se acredito na pureza das crianças.


O guri pensar em manipular a cena, ocultar as marcas do crime?


Já não é tão simples “tirar doce de uma criança”, como diz o ditado...

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