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O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

CURTINHAS DA COPA 3



NUM TEM TU, VAI TU MESMO!!


Tite já confirmou a escalação de Éder Militão no lugar do lesionado Danilo na lateral direita. Tecnicamente não há dúvidas de ser a melhor escolha. Militão já jogou, eventualmente joga por ali e, mais que isso, é um atleta apto, com ritmo de jogo, diferente do quase aposentado Dani. Ponto.


E é exatamente aí onde entra a responsabilidade do próprio Tite. O outro jogador convocado por ele para a posição é Daniel Alves, aquele alvo de polêmica e contestação quase uníssona. A pauta que uniu o Brasil em tempos tão extremados: “Dani Alves nãããããããooo”.


Quis o destino, este tempo maroto, que, exatamente Danilo se machucasse para expor que, sim, Daniel Alves foi convocado como coach motivacional, mentor, tutor, pandeirista, animador de ônibus e concentração. Há quem defenda esta concessão se baseando no aumento de 23 para 26 jogadores no plantel. Eu ainda acho que uma situação como a de hoje, em que o único jogador de origem da posição disponível é preterido por outro, depõe contra o treinador e expõe o próprio atleta.


Em tempo, o outro substituto do dia será Fred em lugar de Neymar. Fred comporá meio defensivo ao lado do gigante Casemiro, com Paquetá sendo avançado para fazer a posição de Neymar.


OLHO NELES!!


A dupla Xha-Sha é a espinha dorsal criativa da Suíça, adversária do Brasil nesta segunda rodada. A parceria que juntas e abreviadas parece nome de filhos da Xuxa, ou bala tradicional nordestina, na verdade é Xhaka e Shaqiri. Dois dos mais veteranos e talentosos jogadores desta geração.


Além de dividirem a responsabilidade criativa da Suíça, foram alvo de uma das maiores polêmicas na última Copa. De origem Kosovar (Shaqiri nascido e Xhaka descendente) quase causaram um conflito diplomático na Rússia. Explico: a Suíça estava no mesmo grupo do Brasil e da Sérvia. O Kosovo, país de origem da dupla Xha-Sha, é território que luta pela independência, exatamente da Sérvia. Jogando contra os servos em 2018, na Rússia, a Suíça venceu por 2x1.


Os gols foram de Xhaka e Shaqiri que comemoraram fazendo uma águia com as mãos, símbolo da Albânia, país de onde descende a maioria dos kosovars. Quase a guerra do Kosovo era transferida para o campo.


Nesta Copa a Sérvia deu o troco sutilmente. Antes do duelo contra o Brasil, no vestiário sérvio, estava pendurada uma bandeira do Kosovo coberta pelas cores sérvias e a mensagem “sem rendição”.


Na próxima rodada a Sérvia e os Suíços Xhaka e Shaqiri decidem uma vaga do grupo da seleção brasileira em duelo direto.


Nunca é apenas futebol.


TODOS QUEREM COPAR


Há uns moderninhos, meninos criados em apartamento comendo chips Lays, que acham que a Heineken é a única cerveja do mundo e o hino mundial é a música da Champions, que tentam diariamente reduzir a relevância da Copa do Mundo.


“Ain, na Europa ninguém liga mais para a Copa, o mundial é a Champions e piriri pororó.”


Veja bem juventude Nutella, noves fora questionáveis níveis técnicos, ainda há elementos mil que fazem do Mundial de Seleções um evento único.


Lewandowski, maior média de gols do mundo nos últimos 4 anos, quase cem gols em Champions League, mal exprimia um semblante de emoção, mas caiu aos prantos após marcar seu primeiro gol em copas pelo seu país, a Polônia.


Se ajoelhou e chorou copiosamente.


Respeitem a Copa. Um evento de um único esporte, que consegue competir em dimensão, número, valores e audiência com as Olimpíadas.



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