O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

ECOS DA INDEPENDÊNCIA- O BOLSONARISMO ARDE NA PRÓPRIA FOGUEIRA QUE ACENDEU


Em linhas práticas o bolsonarismo, após o decantado 07 de setembro, provavelmente, sepulta o seu projeto de poder!


Tentou dar sobrevida ao movimento golpista com a mobilização de caminhoneiros, na esperança de, literalmente, parar o Brasil.


Golpe em falso. O movimento já dá sinais de ruir, apenas com pouco mais de 24 horas de iniciado.


Natimorto.


Claro, imagina só, caminhoneiros pagando 5 reais no preço do óleo dieesel e, ao invés de protestar contra a política de preços do governo, vão as ruas contra o Supremo Tribunal Federal!?!

O líder da paralisação dos caminhoneiros, Zé Trovão (assim mesmo sem Ana Raio) já abaixou o tom, no popular “pediu menos”, típico dos covardes autoritários quer apóiam o bolsonarismo.


Gritam, vociferam, inflamam os alienados que os seguem e se encorajam quando estão em bando. Na hora do aperto, que o cerco se fecha, apelam para todos os santos.


O tal Trovão, foragido no México, já recorreu ao tradicional cancioneiro lamentoso mexicano La Llorona e, desesperado, pede apoio até aos mortos.


Mas, ao contrário da animação da Pixar, para ele, a partir de agora: A VIDA não É UMA FESTA!


A questão é que, tal qual esses movimentos isolados, o próprio Bolsonaro sabe que já perdeu, ou perderá muito em breve.


O seu vôo de colisão, seu ímpeto de ruptura total, sua política do caos já transbordou os limites da paciência até de aliados engatados no governo, da justiça nem se fala.


A esquerda há tempos tem centenas de pedidos de impeachment protocolados.


Partidos tradicionais, ou de grande bancada, MDB, PSDB, DEM e até o PSL, por onde o presidente se elegeu, já acenam com aprofundamento do debate em torno do tema.


O Centrão é pragmático e instabilidade incomoda, assusta. Mesmo muito bem abrigados no governo bolsonarista, muito bem contemplados, qualquer descontrole é risco de revolver muita sujeira e bagunçar a mesa dos arranjos históricos. E assim a pauta do impeachment já não é algo descartado, de imediato, como até dias atrás.


E o presidente sabe que está cada vez mais isolado, sem base de sustentação política.


Assim, acuado, desesperado, “fala só para dentro”, para o seu núcleo duro e radical. Estribucha, engrossa a voz, tenta falar grosso, estica a corda para manter os seguidores insuflados, literalmente, “prontos para a guerra”.


Mas tudo isso era um processo natural para uma anomalia histórica dessas. Nem nos esforçando poderíamos viver, eternamente, nestas trevas.


O problema é que, em meio a este processo, nós também já perdemos. É triste, mas fundamental admitir isso.


Poderia até parafrasear a ex-presidenta, Dilma Roussef e sua célebre: “não acho que quem ganhar, nem quem perder, ou quem ganhar, ou perder, vai ganhar, ou perder. Vai todo mundo perder...”


Mas nem é tempo, quiçá clima para gracinhas.


E deixando de lado a confusão de palavras, o raciocínio é bem adequado ao momento.


Já fomos derrotados com a ascensão ao poder desta aberração.


Sucumbimos quando permitimos que um presidente eleito fizesse ressurgir idéia, ou pior, um sentimento de militarismo sobre a nação. Que um líder instituído tratasse abertamente sobre golpe, intervenção militar, que ferisse em palavras e atos a Constituição.


A princípio o cenário ainda será desolador, com Bolsonaro, ou sem ele. Até porque o bolsonarismo perdurará enquanto sentimento inoculado nos zumbis desse Brasil do absurdo. Vinte, quase trinta por cento de cidadãos raivosos, preconceituosos, intolerantes, de falsa moral, ou simplesmente ignorantes contumazes.


São eles quem manterão essa fogueira do caos acesa e com risco de espalhar esse fogo novamente. Mas como bem disse o filho de Dona Canô, "o primeiro passo é Fora Bolsonaro!"


E este passo a frente precisa ser dado, de alguma forma.


Depois, bem depois começaremos a juntar os cacos, em meio a pedra sobre pedra, reconstruir o desmonte.

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