O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

ESSA BAIANIDADE NAGÔ...

Atualizado: 15 de Jan de 2019


Meus amigos ando tão "azuretado" com os fenômenos atuais deste Brasilzão que, por recomendação médica, não vou falar de política...


O tema agora é TELENOVELA! Isso mesmo, aquele folhetim eletrônico, paixão nacional há décadas, não tanto deste que vos fala, que só confere aqui e alhures porque tem curiosidade até com o que não consome e para ter o que criticar.


Quem me conhece sabe que minhas barreiras com as novelas já começam a levantar a partir do formato maçante, extenso, desgastante. Para preencher uma história exibida uma hora por dia durante um ano tem que ter muita encheção de lingüiça, diálogos desnecessários, propaganda de banco, lasanha e margarina, responsabilidade social (com todo respeito, mas para isso assisto ação global) e blá blá blá...


Mas qual não foi minha surpresa quando dia destes zappeando pela TV me deparo com um monte de medalhão global encenando um jantar em família... até aí tudo nos conformes, mas o que me chamou atenção era algo além da imagem: a fala, o sotaque dos personagens. Já havia lido, visto e ouvido comentários a respeito de uma novela toda baseada em Salvador, mas nunca “havia me dado ao luxo” de ir conferir. Até ouvir aquele sotaque delícia, né pai?? Como todo bom baiano (desterrado ainda por cima) ouvir aquele ritmo falado, mesmo na TV (mas em horário nobre, vale frisar) é sinfonia para os ouvidos!!


Pois bem, mas nostalgias culturais e memórias afetivas a parte, o que me chamou a atenção foi a qualidade da interpretação do sotaque baiano. Epa, calma lá, apressadinhos!! Antes das críticas pertinentes sobre forçações aqui e ali, lembremos que toda encenação é uma caricaturização do original. Portanto não exijamos fidedignidade absoluta! O que afirmo sem pestanejar é que o tal “Segundo Sol” representa a melhor adaptação televisiva em termos de “sotaque baianês” já vista na história deste “Brasil Globalístico” desde que o velho Chatô acendeu a faísca da TV nestas paragens...


E olhe que temos no catálogo uma vasta listagem de títulos filmados na Terra de Todos os Santos. A começar pelas 1.456 adaptações televisivas do genial, magnânimo, suprasumo de todos os baianos, Jorge Amado, o homem que carregava uma Bahia inteira na sua máquina de escrever!! Na obra amadiana a baianidade pululava das letras do livro, nossa leitura era embalada em ritmo de afoxé, a fala dos personagens já traziam na impressão a vida, cor e aroma baianos!! Mas, mesmo com esta passagem aberta, as transposições de Jorge Amado para a TV (Gabriela, Dona Flor etc), longe de querer entrar no mérito narrativo (nem há comparação) não conseguiram atingir a verossimilhança da fala do baiano comum como a atual “novela das 8h” (ainda usam isso? ainda começa às 9h?)!!


E você ainda está torcendo a cara, fazendo ouvido de mercador?? Como exemplo basta observar que até o galã teen, “bufa fria”, cria de malhação, Chay Suede, virou personagem “bicho solto” da Bahia! Se liga...

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