O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

FINGINDO MUDAR PARA MANTER TUDO COMO ESTÁ...



Um dos fatos mais celebrados pelos “indignados brasileiros” na última eleição foi a significativa renovação da Câmara dos Deputados!! E de fato essa mudança de cenário parlamentar era uma necessidade debatida há tempos, muito antes da irrupção dessa avalanche que arrastou os “inconformados de ocasião” (essa espécie “presa fácil” e suscetível a qualquer frase de efeito ou discurso radical, que emergiu no país). Mas também é verdade que esta modificação há tempos não se configurava em índices como o último (quase 49% do total de deputados federais eleitos são novatos). Diante desses dados crus, na superficialidade dos números corre-se até o risco de embarcar na sensação de êxito no processo, uma quase expurgação do mal da política nacional, como ainda insistem em alardear alguns incautos.


É inegável o prazer e sensação de alívio ao assistir a derrocada de figurinhas carimbadas e nefastas como a “quase ministra do Trabalho de Temer”, Cristiane Brasil (filha de Roberto Jeferson); Lúcio Vieira Lima (irmão e, segundo investigações, comparsa do ex-ministro Geddel em mega esquema de lavagem de dinheiro). Por outro lado, no Senado, foram alijados pelo povo nomes como Magno Malta, Romero Jucá, Eunício de Oliveira e tantos outros da mesma laia. A questão é que, em contrapartida as “raposas velhas” que se “encastelavam” no Senado e Câmara Federal por 5,6 até 8 mandatos nocivos aos cidadãos brasileiros, a substituição, na maior parte dos casos, se deu por personalidades que não nos dão qualquer perspectiva de dias e debates mais produtivos no Congresso Nacional. O catálogo de “novos representantes do povo brasileiro” passeia da excentricidade pura e simples, a ignorância truculenta, flerta com a crendice alienada e desemboca na total desonestidade de métodos!! Vamos a alguns nomes que desde o dia primeiro de fevereiro já estão compondo o NOVO CONGRESSO NACIONAL BRASILEIRO:


1) Kim Kataguri – Um dos idealizadores e figura mais proeminente do Movimento Brasil Livre (MBL) é a imagem e semelhança do grupo que representa: uma indústria de Fake News . Assim como o famigerado MBL, o novo deputado Federal pavimentou sua ascensão em cima de verdades suspeitas, para ser sutil...


2) Alexandre Frota- O protótipo de político pornô protagonizou durante a campanha grotescos episódios e continua a se superar na “tosquêra” após eleito (como, por exemplo, no episódio em que posta foto fingindo estar em Brasília, mas acabou traído pelo aplicativo de celular). Ele é a personificação da truculência, ignorância e incoerência destes políticos emergentes (visto que Frota fez bolada financeira atuando em filmes para o público gay e posa hoje de machão, homofóbico).


3) Joice Hasselman- Pegando esteira na candidatura de Jair Bolsonaro, a Deputada atingiu índices gigantescos de popularidade e se tornou a deputada mais votada do Brasil é um poço vazio. Uma ‘total ausência” de qualquer consubstancia. A última foi afirmar que a educação não precisa de mais dinheiro, em uma quase explícita transferência de culpa aos professores e não ao sistema.


4) Márcio Labre- Também do PSL surgiu a aberração do deputado federal carioca, que

logo de cara já deu o tom do seu mandato... Como primeiro ato pós eleito teve o descalabro de apresentar um projeto de Lei pela proibição de pílulas e qualquer outro método anticoncepcional, alegando tratar-se de métodos abortivos?!?!


5) Julian Lemos- A lista de referências controversas aos novos parlamentares brasileiros não poderia ser encerrada sem a presença de um paraibano e ele também é representante do PSL. E, a despeito do currículo pouco notável que carregava até chegar a Brasília, o deputado Julian Lemos desembarcou na capital federal como “homem forte de Bolsonaro no Nordeste”, como o próprio gosta de se autodeclarar e foi confirmado, ao menos inicialmente, com o deputado emplacando vários nomes para o alto escalão do governo. Tudo isso antes de ser duramente atacado e trocar farpas públicas com o “príncipe”, digo filho do presidente, vereador carioca disfarçado de “primeiro ministro nacional”, Carlos Bolsonaro. Em tempo, o paraibano Julian Lemos, que emergiu em meio a onda de combate a corrupção, já foi condenado por estelionato e denunciado pela Lei Maria da Penha em 3 ocasiões. Por sinal a divulgação desses fatos fez o mesmo ameaçar a imprensa por publicizar os episódios!


Tempos sombrios...

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