O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

“Ligue Djá”- Eu no radar do telemarketing


Já manifestei algumas vezes a minha traumática relação com essa maldição chamada telemarketing!


Muito além dos meus débitos (sim, devo e não nego), minha indignação é com a impertinência, inconveniência e caráter invasivo!


Ligam exaustivamente nos três turnos, inclusive além das 21 horas (horário máximo permitido).

Nem o sagrado final de semana perdoam mais!


Todo mundo tem seu contato, mesmo você nunca o tendo fornecido!


A oferta de produtos é ilimitada: do tradicional “kit defunto” (com seguro de vida e plano funerário) até consórcio de qualquer coisa!


Mas a última boa novidade desse mundo “muderno” é o telemarketing gospel.


Vejam bem, já havia escrito anteriormente aqui mesmo (https://www.marcosthomaz.com/post/favor-n%C3%A3o-perturbar) sobre os “queima panela”, apelido carinhoso dado no interior baiano para os Testemunhas de Jeová!


No ano passado já me surpreendia com eles entregando cartãozinho personalizado ao invés daqueles panfletos com imagem simulando um paraíso cheio de tigres amáveis, frutas suculentas, flores exuberantes e pessoas de bem, felizes, sempre felizes...


Pois agora a “passagem para o céu” é vendida via ligação também!?!?


Estava eu curtindo meu sabadão quando sou surpreendido por um número desconhecido, logo identificado como Jeferson, um jovem bom samaritano de Campina Grande, que queria me ler uma passagem bíblica...


Apesar da hora imprópria, aceitei educadamente e ainda fiquei para ouvir os comentários acerca do versículo, afinal, a despeito de não comungar da religiosidade, tenho formação familiar cristã e respeito aos ensinamentos...


Mas alto lá, Jeferson, não abusa! No outro fim de semana, sabadão, mesmo horário, quem me liga?? Adivinha... O evangelizador virtual, malandro, de número diferente, afinal o outro já estava no “block”...


Aí a atenção anterior já não podia mais ser dispensada! A “catequização eletrônica” foi para o espaço!


Confundi até os dogmas. Falei que ele precisava guardar o sábado, no que rebateu dizendo que não era Adventista!


Daí começou uma contenda hilária sobre interpretação bíblica. Eu dizia que achava uma heresia não se guardar o sábado, que para mim aquele era um desígnio claro de Deus etc e tal...


Ele dizia que não via explicitude nesta determinação! Eu rebatia que sim, “imagem e semelhança” essas coisas vazias e oportunistas de quem quer espetacularizar com o tema. “Se Deus guardou o sábado, porque nós, que nos espelhamos na santidade, não o faríamos??”


Fato é que a conversa terminou nesta linha, respeitosa e educada, mas sem consenso litúrgico...


Eu não sei se depois da nossa conversa por vias tortas o Jeferson passou a frequentar cultos na Igreja Adventista, mas uma coisa é certa, ele nunca mais me ligou!

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