O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

MEU FILHO MAIS VELHO NASCEU ANTES DE MIM...

Atualizado: 22 de Jul de 2020


Talvez eu ainda fosse um bebê quando Tomás já embarcava na adolescência...


Devia estar de fraldas quando ele desbravava experiências sensoriais com a música e toda a explosão de cores e luzes dos anos 80!!


Pode parecer estranho, mas não falo de uma aventura familiar no universo ficcional de Dark.


Não é da nova febre de seriado da Netflix que resulta essa percepção distópica de inversão cronológica entre os lugares ocupados por pai e filho na história!!


Falo de ambientação, vinculação afetiva com base em referências de cultura e comportamento!


Nasci na década de 80, cresci, entre irmão e primos mais velhos, imersos naquele cenário technicolor e toda a extravagância da década.


Fui feliz, ainda tinha brincadeira de rua (soltei pipa, joguei gude, topei dedão do pé no calçamento, peguei pontos caindo de bike, tomei banho de rio), usufruí dos então “mudernos” aparatos tecnológicos, que hoje tornaram-se arcaicos, me introduzi no roquenroll com o estilo ocupando todos os espaços nas rádios, Chacrinha e qualquer buraco. Peguei a última onda de “festinhas americanas” para dançar agarradinho com as meninas (aqui na Paraíba chamam de “Assustado”) etc e tal...


Mas ainda assim, nem a contemporaneidade, nada, nada disso, me faz mais identificado com os anos 80 do que o Tom, nascido, até onde sei???, 20 anos depois, em plena high tech, na era em que as mudanças bruscas não são marcadas mais por décadas, talvez nem por anos, apenas microfrações de tempo...


Tom, involuntariamente, é um devoto oitentista. Sem estímulo, ou influência direcionada, há uma identificação instantânea com os elementos que compõem aquela época.


O espírito 80`s do jovem vai da melancolia intensa do Joy Division e outros hits de melodia triste e pegajosa da época, flutua pela música solar, alegre do mesmo período, flerta com a irreverência das vestimentas e penteados (mesmo não se permitindo usar nada próximo ao estilo, mas se diverte com a exuberância), passando pelo non sense de produções audiovisuais toscas tão características da dita “década perdida”!


Perdida para quem??? Eu sempre me pego a perceber que muito daquilo que tratava como o “descartável” dos anos 80, para o que eu virava a cara, em uma pueril rebeldia radical, vale muito mais do que as principais produções artísticas que ocupam a mídia hoje!! Talvez seja desnecessária a comparação, ou puro romantismo, mas é inescapável associar que o pior lá de trás é superior ao melhor de hoje!


Bom, eu ainda carrego a minha memória afetiva, laços de vivência com a época, já meu filho, geração 2000, o que explica isso??


Vamos tentar entender aqui em uma sessão caseira de “De Volta para o Futuro!”. Talvez uma máquina do tempo nos explique...


A propósito destas peculiaridades, Tomás também ensaia, “em tinta própria”, expor as suas predileções e percepções. Sem qualquer corujice, recomendo a visita:


https://tommagal.wixsite.com/meueu




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