O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

O CONTRAATAQUE FATAL NOS FASCISTAS DA BOLA


Andam dizendo por aí que estou falando muito de política e todo esse parangolé.


Pois bem, para reafirmar minha versatilidade analítica e desprendimento ideológico vou falar de futebol...


O “esporte de chutar a bola”, ontem me emocionou como há tempos não fazia.


Não foi um gol de placa, classificação heróica, drible espetacular...


A comoção veio da resistência e de longe, lá da Europa! Nas ruas, nos gritos dos torcedores, na manifestação de atletas, técnicos, analistas do futebol.


Se Zeca, o Baleiro, ainda chora vendo beijo de novela mesmo em tempos pandêmicos, se Chico, o César, ainda chora vendo filme triste, me deixem ser impactado pelos fenômenos da bola!


Toda essa emoção foi despertada pelo fulminante começo e fim da imoral idéia de criação de uma Superliga Europeia de Clubes.


Uma idéia natimorta, em dois dias soterrada. Não deu nem pro “cheiro”, nem precisou de VAR para anular a infração.


Uma herética proposta de competição exclusivista com 12 times intocáveis, fixos, permanentes, eternos e mais alguns parcos "sortudos".


Nada menos que o fascismo tentando estender seus tentáculos ao esporte.


E voltando ao Chico paraibano César: “Fogo nos Fascistas”!


Lá vem o censor acusar o rabiscador de trair promessa e adentrar política...


O faço sem peso na consciência, afinal resistir politicamente é ato de sobrevivência, nos campos, ou na vida!


Capitaneados pelo senhor Florentino Pérez, presidente do “todo poderoso” Real Madrid, aquela esquadra outrora já “abençoada” pelo ditador espanhol Franco, 12 clubes “sangue azul” do velho continente resolveram brincar de ser Deus.


Mas os madridistas não estavam sozinhos. Outros gigantes regionais, como o arquirival Barcelona, o trio de ferro italiano Milan, Juventus e Inter, o G6 inglês e o ex- primo pobre Atlético de Madrid.


E aí eu me pergunto, onde estariam Chelsea, Manchester City há 20 anos, se uma proposta similar fosse apresentada à época? Então clubes pouco relevantes em caráter midiático, estariam totalmente à margem do grupo da elite. Só entraram na casta privilegiada agora pela injeção de petrodólares, dinheiro suspeito russo, oriundo de sheiks, magnatas oportunistas do pós guerra fria etc e coisa e tal.


E vejam vocês, que a torcida do Chelsea foi, aos milhares, às ruas, protestar e depois vibrar com o fim da infâmia. Desfaz-se a máxima e vemos que “os oprimidos de outrora, nem sempre serão os potenciais opressores”. Há esperança, viva o futebol.


Uma rápida e cirúrgica reação a esse falso conceito de futebol moderno.



Nada mais que uma tentativa malfadada de “Golpe da Bola”.


O discurso, bastante conhecido na política tradicional, seria salvar o futebol, resgatar o interesse popular e toda essa patifaria.


Salvar o “futebol” deles e matar o diverso, obviamente. Simplesmente “tratorar”, passar por cima dos outros clubes, proibir a natureza básica do esporte: competitividade, disputa, esforço e recompensa.


Mais especialmente ainda no futebol, talvez a única modalidade esportiva, de fato, a permitir que times mais fracos, bem mais fracos, suplantem “galáticos” no campo.


É a transposição para o “mundo da bola” daquele fajuto conceito neoliberal de “meritocracia”, onde o mérito é de alguns privilegiados, que já largam na frente, e a definição dos “escolhidos” é predeterminada por alguns ilustres .


Doze clubes “imexíveis”, amealhando fortunas, monopolizando o esporte e jamais podendo ser rebaixados. É a negação da possibilidade de derrota em uma disputa. É tão calhorda a propositura que nem cabe mais argumento.


Uma versão gringa do famigerado Clube dos 13 e da Copa União de 1987, quando, por exemplo, o vice-campeão nacional do ano anterior, Guarani, foi alijado da disputa para contemplação de alguns outros times de massa e poder de bastidor.


Mas isso é história para uma próxima abordagem.


Vale apenas para ilustrar que não é exclusividade nossa copiar ou produzir anomalias, seja na bola, na vida, ou na política!


Como diria o gênio controverso Nelson Rodrigues, deixemos nosso complexo de vira latas.


Fica a lição de que haverá esperança por aqui também, dentro e fora das quatro linhas...

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