O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

O extremismo de ir tão além e acabar saindo do outro lado


Lá na minha triste referência geométrica infantil se estabelecia que “duas retas paralelas se encontram no infinito”.


Nunca me afinei com geometrias, cálculos complexos e afins.


Mas, noves fora minhas desavenças com a aritmética e suas variações, vamos ao X da questão.


Alguma lei da física diz que os opostos se atraem.


Não vou me aventurar nesta seara, mas posso provar uma teoria e estabelecer uma relação óbvia com a atração entre extremos.


Explico, os extremismos são tão nocivos, ilógicos, autoritários que, apesar de aparentarem estar em pólos distantes, se cruzam em algum ponto.


Melhor ainda, como bem definiu meu amigo Eliseu, vulgo baianin: “Tem gente/teoria que é tão extremista que, de tanto ir para o canto, acaba saindo do outro lado.”


Já se ouriça o terraplanista pra contestar o arrudeio dizendo que a Terra não é redonda!


Me esquivo da ignorância alheia.

Fato é que, essa percepção “butequiana” serve, perfeitamente, para ilustrar que a extrema direita e a extrema esquerda são frutos da mesma podridão teórica.


E tenha calma, incauto. Não estou repetindo esta cantilena de polarização situando PT e Bolsonaro como representantes da extrema esquerda e direita, respectivamente.


PT não é extremo nada. Fora um tal fantasma comunista que criaram no Brasil e você reproduz sem nem raciocinar.


Que extremismo tem um partido que nunca interferiu, sequer ameaçou meios de comunicação, mesmo sendo atacado diuturnamente? Que tem principal líder condenado em julgamento viciado, ilegal durante gestão presidencial de correligionária e nada faz em resistência a decisão judicial?


Que tem presidente apeada do poder sem nunca ameaçar as instâncias democráticas?


Pare e pense um pouco.


Pode manter sua rejeição ao Partido dos Trabalhadores por erros, crimes, até pura antipatia, mas este discurso de radicalismo petista não cola.


Que o digam os banqueiros e seus rendimentos exorbitantes à época. Daí há até quem sequer entenda o PT como partido de esquerda, mas sim centro esquerda. Enfim este é outro debate.


Os extremos que dão a volta e se cruzam em um mesmo ponto unem Bolsonaro com PCO e PSTU.


Isso mesmo o bolsonarismo, rasteiro como soi, é muito mais próximo dos “nanicos” históricos da esquerda.


Talvez, em algum momento lá atrás, nos primórdios, PCO e PSTU até representassem alguma autenticidade nas bandeiras levantadas.


Há um bom tempo se transformaram em auto-caricaturas.


Anacrônicos, fora do tempo real, presos a conceitos e premissas deslocadas da geopolítica mundial, radicais, fechados e esvaziados em si mesmos e o pior, aberrantes em propostas meramente anarquista e anti-democráticas.


Onde mais se naturaliza o extremismo? No incendiário caótico, na promoção do colapso!


Há algumas eleições o PSTU inclui, explicitamente, a defesa do armamento de grupos organizados civis no seu programa de governo.


No último pleito presidencial, aliás, isso foi encampado pela candidata Vera Lúcia como uma das principais agendas, tal qual quem? Bolsonaro.


No PCO o caso é ainda mais grave.


Se não fossem sustentadas nas declarações oficiais, a sensação diária seria de que os perfis digitais da legenda viviam sob ataque hacker, tamanho despautérios publicados.


É um festival de desatinos culminando com a manifesta, explícita defesa do fechamento do Supremo Tribunal Federal.


Adivinha com quem se alinha este pensamento?


Quem louva regime militar, vive a falar em AI-5 e ameaça instituições diuturnamente?


O tal presidente.


Portanto, amigos, quando pensarem em ideologia radical associem estas anomalias conceituais do Bolsonarismo, do PCO e PSTU!


São ervas daninhas da mesma família, excrecências políticas de aparentes raízes diferentes, mas força natural comum: a destruição.

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