O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

O Messias enganador e o falso profeta


Confesso que errei!


Falhei feio.


Cravei reiteradas vezes que Bolsonaro não terminaria o mandato.


E, pior, devo admitir que ele, o Messias, cumpriu a rigor a profecia.


O dito cujo fez ipsis litteris o apocalipse anunciado.


Tudo o que estava pré-determinado foi seguido à risca, talvez além até do absurdo esperado.


Desprezou todas as práticas republicanas e estadistas.


Símbolos e códigos de conduta mínimos foram atropelados.


Desconstruiu às claras todas as falsas bandeiras levantadas e que inebriaram os incautos.


Escancarou a calhordice com corrupção, falsa moral, esquemões.


Negou pandemia, vacina, “vendeu” remédio fraudulento.


Xingou todos os desafetos e alguns muitos aliados.


Brigou com todas as instituições.


Espalhou caos e desinformação.


Ameaçou golpe diuturnamente.


Protegeu familícia intervindo em investigações.


Aparelhou Estado em causa própria.


E toda espécie de patifaria, conhecidas e desconhecidas, de trás pra frente.


E, aos contemporizadores alerto, nem venham se acostar a mim, em gesto de compaixão, para minimizar minha falha analítica.


Eu errei e pronto, independente das variáveis.


Não adianta dizerem que minha previsão não se confirmou usando aquele discurso simplório:

“em qualquer democracia, minimamente séria, Bolsonaro já teria sido derrubado.”


Nem isso vale mais, aqui, ou alhures...


Trump, na decantada democracia mais sólida do mundo, solapou várias barreiras de proteção norte americanas, antes intransponíveis.


Negou-se a reconhecer derrota eleitoral, incitou e convocou fanáticos a invadirem o Capitólio, causando mortes e ainda hoje é a maior liderança do partido Republicano, com reais chances de voltar a presidência dos EUA.


Se o mundo inteiro está ao contrário, como estaria o Brasil, que nunca saiu do “avesso, do avesso, do avesso”??


Ok, ok, em uma autocomiseração, posso também minimizar minha incapacidade profética alegando que faltou combinar a premonição com parcela popular do Brasil.


O show de horrores foi entregue.


O caos promovido.


A destruição geral...


Se o que esse bando promoveu e promove no Brasil não foi capaz de alertar esse povo, o que mais será??


E a eleição está logo ali, inacreditavelmente com esse cidadão à postos.


Fragilizado, desgastado, mas ainda ocupando segundo lugar nas pesquisas, quebrando qualquer lógica racional.


Mas sobre essas e outras ameaças eleitorais escrevo amanhã.


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