O BURACO DA FECHADURA

rabiscos, escrevinhações, achismos e outras bobagens

Buscar
  • marcosthomazm

O Mundo está ao contrário e ninguém reparou - whatsapp off, tsunami no Nordeste, o Saara em SP?


Se você achava que o mundo estava de pernas para o ar apenas pela pandemia do Coronavírus, melhor guardar o espanto.


A fábrica de absurdos aqui na Terra é inesgotável e olha que não estou falando apenas do bug da santíssima trindade das redes sociais, embora este pareça ser o auge do pandemônio...


A Tempestade de Areia do Saara, que visita Roma todos os anos como canta o menino Caê na clássica Reconvexo, resolveu dar o ar da graça no Brasil, mais precisamente no interior de São Paulo.


Tudo bem, claro que o fenômeno estranho pelas bandas paulistas não se trata de areia do deserto mais famoso do mundo, é poeirão de seca local mesmo, mas o estrago está aí...


Em efeito reverso, Roma, capital italiana, que já foi centro do mundo, quiçá da via láctea, resolveu copiar o Brasil também.


As ruas romanas estão infestadas de javalis, uma versão italiana da invasão de capivaras em ruas de dezenas de cidades brasileiras. Aqui, abaixo dos trópicos, tem cena de grupo de capivaras atravessando até faixa de pedestre, numa versão selvagem beatlemaníaca. Já foram inseridas na convivência social e estão bem integradas.


O Brasil, historicamente, à margem destes fenômenos excepcionais da natureza, “força” até um “Tsunami para entrar na onda”. Trocadilho infame, mas a ameaça real é defendida por especialistas, que previram risco de ondas gigantes em toda a costa brasileira a depender da intensidade da erupção de vulcão na costa africana.


É a ilustração literal doa Teoria do Caos, o Efeito Borboleta de Edward Lorenz, que previa metaforicamente que o bater de asas de uma simples borboleta poderia causar um tufão do outro lado do mundo.


Nesta proporção, a pandemia está aí para demonstrar na prática que estamos globalmente mais interligados do que suponhamos, ou desejamos. Simplesmente é assim.


Mas, voltando aos desarranjos da modernidade, nem o suntuoso Reino Britânico escapou a desordem dos dias atuais.


Imagina a dispensa do Palácio de Buckingham zerada, o chá das cinco sendo servido aos convidados ilustres da Rainha Elizabeth sem aquela geléia especial??


Tudo bem, “God Save The Queen”, à realeza tudo sobra e nada falta. Mas fato é que os ingleses tem convivido com desabastecimento de alimentos básicos, prateleiras de supermercados vazios, falta de combustíveis etc e tal. Apenas para dar uma dimensão do colapso na Grã Bretanha, o McDonalds ficou sem batata frita?!


A arrogância do Brexit cobrou o preço antes do imaginado com ausência de mão de obra, especialmente no trabalho com caminhões. Agora o burocrático sistema de imigração inglês já estuda brechas para atrair caminhoneiros. Chama o Zé Trovão, que ele organiza uma comitiva de trabalhadores engajados. Só uma dica, meu amigo Boris.


Lá no oriente, a cada vez mais emergente China tem o robusto sistema financeiro ameaçado pelo risco de colapso da gigante imobiliária Evergrande. O “império chinês” pode ruir e arrastar o mundo econômico a reboque. Uma quebra da empresa ocasionaria um efeito cascata com ameaça real a toda a economia global. O novo Lehman Brothers??


Mas antes dessas outras questões menores, menos relevantes, o ápice do cúmulo do absurdo (como diria um amigo meu) foi a queda do whatsapp, facebook e instagram.


As mais acessadas redes sociais do mundo ficaram fora do ar por horas a fio.


A sensação no trabalho, em casa, nas ruas, foi do mundo ter parado, economia abalada, vendas do ecommerce afetadas, bolsa em queda, ações do conglomerado do prodígio Zuckerberg despencando, mas mais que isso, pessoas desesperadas.


A crise de abstinência foi geral. Gritaria e ranger de dentes.


"Alguma coisa está fora da ordem".


Sinal dos tempos. Agora foram longe demais com a anarquia mundial.


"Is the end, my only friend..."

34 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
 
 
pexels-photo-776153.jpeg

ENTRE EM CONTATO

Suas informações foram enviadas com sucesso!