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O BURACO DA FECHADURA

rabiscos, escrevinhações, achismos e outras bobagens

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  • Foto do escritormarcosthomazm

PAREM AS MÁQUINAS!


Tudo bem, eu confesso:


Sempre tive uma relação tensa com novas tecnologias.


Eu, robô?? Aqui não.


Fora fatores como calor humano, rua, sangue e latinidades latentes, admito que sou pouco ambientado ao uso de boa parte dos recursos infindáveis dos novos tempos.


Não que não goste das facilidades, ou possibilidades múltiplas em um clique, ou touch!


Mas, não quero ser dragado pela revolução das máquinas.


Esqueçam ficção científica, futurista, distopias diversas, a Matrix está acontecendo agora e posso provar!


Nem estou falando do robô que atacou um engenheiro lá nos EUA.


Dizem que a maquininha surtou.


Estresse de sobrecarga de trabalho, estafa mental, colapso emocional.


Estes automatizadinhos vem agindo sorrateiramente e mandando em nossas vidas há tempos.


Há tempos sou indignado com este teste de autenticidade de identidade de acesso a serviços e sistemas.

Um monte de quadradinho para eu identificar um semáforo, por exemplo.


E nele tem um quadrado com um sutil feixe de luz verde camuflado com a luz do sol, exatamente, aquela que fiquei na dúvida se marco, ou não marco...


E tudo isso para provar a um robô que eu sou gente!


Olha a lógica disso!?!?!


Um ser digital me exigindo atestado de ser humano.


Ah, parem as máquinas que eu quero viver... em paz!


Isso tudo sem falar na petulância destas maquininhas de Inteligência Artificial quererem saber o que gosto, ou não gosto!


-É porque o algorítimo...


Lá vem o roboloide “matematizar” minha vida.


Aquele estilo, já que você curtiu isso, você também deve curtir aquilo.


Ok, ok, estas pragas virtuais até acertam boa parte das coisas, parecem até gente!


E é aí que mora o perigo geral. Esta alienação generalizada, quase padronização comportamental, de gostos e afins.


Um monte de bolhas, mas todas engolidas por uma enorme bolha, que suga todo mundo para o lugar comum.


Nunca gostei de ser maioria, de gostar de tudo.


A fala da moda: “sou eclético, gosto de tudo”.


-Quem gosta de tudo não gosta de nada- radicaliza o censor.


Fato é que não ter filtro de rejeição, heterogeneizar afinidades e hábitos é, de fato, não ter gosto próprio.


Voltando à parte, que me cabe neste latifúndio de personalidade mundial, vamos retomar a teoria alternativa da revolução das máquinas em curso...


Dia destes eu curtia “o tacacá, ficava de boa” com meu caçula...


Sim, a gente se amarra no clássico de Xoelma!


Me julguem.


Aliás, o tal algorítimo que manda na p... toda, da vida da humanidade moderna, me julgou.


Começou a aparecer umas espécies de sugestões de som na sequência randômica...


Deixei rolar para ver onde iria parar aquela bagaceira sonora, que desembocou até em brega funk pernambucano que, no momento, não lembro a graça da cantora.


Simpática, singela e muito, muito romântica, mas passo.


Alto lá, robozinho, devolva meu controle.


Fechei meu aplicativo de música, não sem antes fazer uma limpa na playlist e descontaminar o tal algorítimo que acha que me conhece!



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