O BURACO DA FECHADURA

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  • marcosthomazm

Qual o nível de heresia de algumas igrejas nas eleições??


Sabe qual a maior doação de pessoa física feita nesta campanha eleitoral?


Uma bagatela de três milhões de reais destinados ao projeto bolsonarista.


A origem?


Um “bom pastor” da Igreja Bola de Neve.


Uma destas “roupagens” modernas do neopentecostalismo.


Uma aparência, na verdade.


“Um museu de grandes novidades”.


Mas sem entrar no mérito da forma...


Com pouco mais de 20 anos de existência a Snowball é o hype dos “Alternativos de Cristo”, aquela tribo de ex-doidão regenerado.


E já disse e repito: poucas coisas me dão mais agonia que ex-maluco pagando de careta.


Basta lembrar de Rodolfo, ex-Raimundos.


Mais um convertido, radicalmente, na Bola de Neve e... bolsonarista ferrenho.


Deve ser só coincidência.


Não que eu tenha algo contra se buscar melhores opções de vida.


Aliás, sequer tenho a ver com as escolhas de vida de ninguém, quando não afetam a minha própria escolha, ou a de qualquer outro cidadão alheio.


E é aí que entra a crítica a esses autodenominados Novo Ser em Cristo.


Há uma indefectível carga apelativa nisso.


Mais, passam a ser patrulheiros, palmatória do mundo, distribuindo palestrinhas a torto sobre a sua vidinha quase perfeita!


Falando nisso era tão mais simples quando os evangélicos nos obrigavam a aceitar Jesus e não a Bolsonaro.


Dá até saudades dos Testemunhas de Jeová, os chamados “queima panela”.


Voltando a Igreja dos descolados.


Lógico que não estou resumindo a esse perfil os fiéis da Church (essa corruptela in engRish não é gracinha de my mine, é assim mesmo, com nome pomposo internacional que anuncia a inscrição no topo do templo).


Jamais e nem é o foco aqui.


Mas para ilustrar, apresento alguns detalhes de mais essa “Casa Sagrada” nacional.


O Templo da Bola de Neve já é uma atração a parte.


Fachada de loja de Sport wear e no púlpito nada daquelas formas tradicionais.


Uma prancha de surfe serve de base e apoio ao pastor.


Fabiano Campos Zettel, que também é advogado, foi o pastor doador da fortuna.


Bondade declarada em pessoa física, portanto, oficialmente, em termos legais, fora do seu vínculo religioso.


Mas, tudo baseado na sua crença e princípios cristãos conservadores, em defesa da família, como frisou o próprio.


Fato é que esse episódio da doação milionária vindo de um pastor evangélico à campanha bolsonarista reacendeu na minha inquietude algumas chamas:


Qual o nível de participação financeira diretamente das Igrejas nesta campanha?


Convenhamos, até a pia batismal sabe que muitos pastores e líderes religiosos pentecostais, neopentecostais e até tradicionais (vide a Presbiteriana e seu engajamento herético pró-Bolsonaro) estão em pé de campanha constante, inclusive intimidando, coagindo fiéis...


E aí, logo me lembro dos pastores do MEC, barrinhas de ouro e toda prática de fariseus revelada.


E se dentre as propinas, bíblias pra lá, pra cá, tabuada indo e vindo, houvesse um prévio acordo de caixa dois eleitoral?


Para não me acusarem de leviandade, de estar blasfemando, nem me atrevo a levantar suposições sobre uso de dízimo, sua contribuição de fé neste projeto do demônio?!?!


Mas, quem fiscaliza contas de Igrejas, que nem imposto pagam??


Vejam bem, juro por alguma coisa que não quero ser leviano, afinal aqui estamos falando de homens de Deus, que servem aos princípios cristãos.


Quase enviados divinos.

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