O BURACO DA FECHADURA

rabiscos, escrevinhações, achismos e outras bobagens

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  • marcosthomazm

Ressaca da Quermesse junina


Antes de “dibuiar” o parangolé midiático eleitoral de ontem, uma rápida ida ao confessionário.


Vim aqui admitir que cometi uma heresia.


Amaldiçoei até a última geração daquele padre de araque, o tal Kelmon.


Tudo bem, eu sei que de sacerdote ali não tem nem a batina.


Um charlatão desavergonhado.


Mas, mesmo para um golpista, deve-se ter limite na avacalhação, seu dotô!?!


O cara se prestar ao papel de baba-ovo, puxa saco, lambe botas de Bolsonaro?!


É demais pra meu audiovisual!


Já chega o maledicente no pé de ouvido dizendo que nestas ações indecorosas de mexer nas partes alheias tem padre escolado mesmo, etc e coisa e tal.


Não vou dar ouvidos a estas futricas alheias.


Segue a missa, digo o debate.


Eu, sendo Lula, chamaria logo o Inri Cristo com passe do Walter Mercado para humilhar a safadeza do padreco.


Fato é que o tal Kelmon já tinha feito esse papelão na TVS, digo SBT, o canal oficial do bolsonarismo, digo de Sílvio Santos.


Rá Raí...


“O que vocês estão fazendo contra esse homem é uma covardia. Um servo de Deus, servo da nação e bla bla bla...”


Uma laranjada eleitoral (alguém falou em laranja, Queiroz, rachadinhas aí?)


Para contextualizar aos desavisados, lembro que a candidatura desse senhor, é em substituição a nada menos que Roberto Jeferson, o Bob Vida Loka, impedido e preso.


E sabe quem é o vice do Padre Kelmon?


Um pastor!


Literalmente, uma chapa do capeta, mas dedicarei página especial a isso depois.


Sai pra lá coisa ruim.


Ai que saudades do Daciolo.


A gente era feliz e não sabia.


Ainda tinha o Álvaro Dias, calibrado, cheio do goró.


Debate animado, interativo, divertido.


Voltando ao Cabo, não que eu esteja insinuando que ele fosse alguma espécie de laranja do Bozo na eleição passada.


Apenas pareceu a alguns nas aparições iniciais por causas em comum: defesa do militarismo, alguma evocação de “ordem e progresso”, Deus, Pátria e estes discrusos ocos, palavras ao vento para agradar os fanáticos.


Mas parava aí. O homem era doidão, mas não desrespeitava ninguém, diferente do semeador do caos e discórdia do Palácio do Planalto.


“Que delícia é a democracia”, dizia à época o Cirão, antes de virar tchutchuca do Bolsonaro.

Triste fim do menino Gomes. Lastimável sepultamento político.


Nem no Ceará ganha, aliás, nem a família ele consegue unir em torno do seu projeto!


Soterrado na própria, vaidade intelectual, arrogância e obsessão furiosa contra Lula.


Parece que no confronto global, em meio ao horrendo cenário, algum vento de sensatez passou pelo pedetista e o fez recuar na artilharia contra Lula.


Tarde demais, meu caro.


Tarde demais.


Esse também merecerá capítulo a parte nesta história (um epílogo, devo frisar, pois Ciro já se suicidou politicamente).


Quanto a mulher com nome de peça de mecatrônica preferi a versão do debate anterior.


Vocês não viram ela mexer com a masculinidade frágil do Bolsonaro lá no SBT?


-Não cutuque onça, com esta SUA vara curta.


Dizem que, nos bastidores, o presidente ficou possesso e balbuciando sem parar: “imbroxável, imbroxável...”


Mas a Transformer, ontem, também deixou o padreco nu:


-Você é um padre de festa junina.


Bravo.


Daqui a pouco mais detalhes do circo dos horrores pré-eleitoral.


Nem reclame. Até domingo aguente o saculejo.

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