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  • marcosthomazm

SÓ A MÚSICA SALVA- A força do Tributo de Post Mallone ao Nirvana


Tom, meu filho mais velho, já havia me apresentado Post Malone, ao lado de outros destes “novos sons” das paradas de sucesso. Não fez, nem faz “minha praia”. Á época me mostrou também o Drake, que junto com Post Malone e Travis Scott dividem o olimpo do Trap, uma derivação do rap da moda e que faz a cabeça da galera hoje! Devo admitir que uma música do Drake me fisgou com aquela batida pegajosa de “you used to call me on my cell phone... TAN TAN TAN TAN”... você pode achar que não conhece, mas já viu, nem que seja o clipe, ou qualquer passagem, que inclusive virou meme (imagem abaixo para refrescar a memória).


Fora o fato de ficar a par do som que o Tom ouve, me atualizar, matar a curiosidade inerente de tudo o que se refere a movimento musical e, uma dancinha de Drake aqui e ali (não espalha), isso era tudo o que o Trap havia me oferecido. Pelo menos até ontem...


Recebi de Fabex, companheiro do AUMENTA, programa sobre música e comportamento que apresentamos na Rádio Tabajara, um vídeo na íntegra com um tributo de Post Malone ao Nirvana, feito na última sexta-feira, 24 de abril. A apresentação foi no formato da hora “Live”, contou com audiência de 8 milhões de pessoas e arrecadou o impressionante montante de 24 milhões de reais para ajudar no combate ao coronavírus. As doações serão encaminhadas a Organização Mundial de Saúde.

Em 1 hora e 15 minutos o norte americano destilou um setlist furioso do Nirvana, com canções de quase todos os álbuns (apenas o “Insesticide” ficou de fora), incluindo clássicos como “Come as you Are” a faixas menos badaladas como “Very Ape” . Melhor ainda, as músicas executadas com maestria. Acompanhado de mais um guitarrista, um baixista e o baterista Travis Barker (ex Blink 182, banda pop punk adolescente que estourou no começo do século), Post empunhou uma guitarra e rasgou a voz bem no estilo imortalizado por Kurt Cobain. O cenário bem comum a transgressão que a imagem de Post Malone suscita: estoque ilimitado de bebidas exposto e sendo devorado, em meio a tragadas vorazes de cigarros.


Mas, além da causa nobre e exitosa de uma apresentação artística solidária e o orgulho de ver um fenômeno pop atual resgatar o rock que acompanhei, meu arrebatamento é puramente sensorial. No último texto escrevia exatamente sobre a minha indiferença em relação as “Lives”, por sua queda brusca na qualidade imposta por limitações técnicas mesmo. Pois bem, esqueçam tudo o que eu disse, não apliquem a este caso. Post Malone conseguiu montar a formação clássica do rock, com cada um devidamente separado e o som fluiu como um grande ensaio aberto.


Rock on em alta voltagem me transportando para a adolescência (“Smells Like Teen Spirit”). Sim, a música tem destas coisas, nos faz sentir até o aroma que marcava épocas e invadia nossas narinas. Aguça todos os sentidos. Ainda lembro de uma fita cassete com os dois primeiros discos do Nirvana (Bleach e Nevermind). Aos meus 12, 13 anos ouvia umas 6 vezes ao dia, na íntegra! Lembro como hoje de cada detalhe. Ritualisticamente na volta da escola, almoçando sozinho, pois estudava em uma cidade vizinha e chegava tarde... antes de comer já ligava o som, para desespero de Si, o anjo da guarda que há décadas cuida de todos “lá em casa”!


Com estas lembranças tão vivas, assim como os eufóricos Krist Novoselic (baixista do Nirvana) e Courtney Love (viúva de Kurt), que encheram a “Live” de mensagens nostálgicas, me emocionei, “bati cabeça” e arrepiei literalmente assistindo a este tributo! Mais que tudo, me fez reviver a dimensão da música do Nirvana em minha vida! Foi a partir deles que tudo se intensificou para valer, que dei esse mergulho sem volta no universo fantástico musical! Obrigado Nirvana! Obrigado Post Malone!

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