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Tabajara realiza primeira transmissão esportiva da PB com "time" formado apenas por mulheres


Helena Gomes (repórter), Elisa Marinho (narradora), Ana Flávia (comentarista) e Romana Ramalho (mídia social) - Rádio Tabajara/EPC

Ok, isso não deveria ser motivo de exaltação, ou, até destaque. Mas, se ainda tem caráter de ineditismo e, se a história é um processo em construção, vamos celebrar as ações que representam os avanços sobre os atrasos que nos cercam.


E, se é de vanguarda, quebra de paradigmas, que tratamos, a Rádio Tabajara, símbolo de tantas e representativas inovações na história, continua a seguir sua sina de “fazer escola”.


O mais novo exemplo desta crença na revolução, passos arrojados e pioneirismo da decana do rádio paraibano aconteceu neste domingo, com a INÉDITA TRANSMISSÃO, em solo paraibano, de uma partida de futebol integralmente comandada por uma EQUIPE FEMININA.


Elisa Marinho (narração), Ana Nóbrega (comentários) e Helena Gomes (reportagem) foram as responsáveis por fazer história e conduzir a final do Campeonato Paraibano de Futebol, Feminino vencida pelo estreante VF-4, nos pênaltis em duelo contra o todo poderoso Botafogo-PB.


E fizeram valer a honraria. Driblaram com desenvoltura todas as adversidades de uma estreia da equipe coletiva e individualmente, estrutura ainda muito longe do ideal para um evento deste porte, com remarcação de local de jogo praticamente em cima da hora, falta de espaço específico para a transmissão (e aqui faço um agradecimento especial a TV Tambaú pela sensibilidade e parceria no compartilhamento de espaço adaptado).


Nada disso inibiu a apresentação em grande estilo da equipe feminina da Rádio Tabajara.


Conduziram com maestria, sem titubear em um só lance.


Mais que isso, transformaram os contratempos naturais em força de representação ativa, local.


Muito além do sinal via rádio, streaming para os que não puderam estar in loco na Maravilha do Contorno, a transmissão inédita foi a narração oficial para os cerca de 300 presentes ao Centro de Treinamentos do Botafogo.


Espaço reduzido, falas isoladas aqui, gritos de torcida acolá se sobressaindo e, acima de todo este burburinho, as vozes altivas do trio contando cada detalhe do jogo, pela audição natural, ou do radinho pequeno, que garantia o retorno das profissionais, mas ganhavam amplificação máxima levando o sinal e emoção da Rádio Tabajara.


Na mureta, ou nas pequenas arquibancadas, cada ouvido presente recebia aquele recado, mensagem diretamente. Cara de espanto, pelo inusitado, de uns, estupefação de outros e admiração de muitos.


Do olhar, a princípio furtivo, mas indisfarçavelmente orgulhoso da enorme quantidade de mulheres presentes no campo de jogo, a feição ressabiada de alguns desacostumados aquele padrão inabitual em seu pretenso espaço exclusivo.


Mas, fundamentalmente, o que se destacava era o olhar de reconhecimento e ouvidos atentos aos relatos precisos de cada jogada.


As bases foram lançadas, semente plantada e o espaço conquistado por elas, com mérito delas.


Que assim prossiga e se expanda nos campos, nas cabines e em qualquer outro espaço social.


Sucesso, desenvolvimento mas, principalmente, mais atenção ao futebol paraibano feminino e vida longa a equipe feminina da Rádio Tabajara.


Vocês fizeram e farão história!

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